segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

SEMINÁRIO SOBRE DISLEXIA





No passado dia 19 de Janeiro, estiveram presentes no nosso Seminário sobre Dislexia, 204 colegas entre educadoras, professores do 1º, 2º e 3º ciclos, psicólogos, técnicos ligados à educação e mães de alunos disléxicos.
Apesar da curta duração do seminário houve uma grande interacção entre os participantes e a entusiasta palestrante, Dra. Paula Teles, que para além de uma grande profissional é, sem dúvida, uma grande comunicadora.
A avaliação do evento foi bastante positiva e com muitos pedidos de "bis"!
Aqui ficam algumas fotos de momentos que fazem a diferença!

domingo, 10 de janeiro de 2010

Informação sobre Método Fonomímico Paula Teles

Fica aqui a sugestão para conhecerem o que há de melhor para a reeducação de crianças disléxicas!

A Dra. Paula Teles estará a conduzir o Seminário sobre Dislexia no próximo dia 19 de Janeiro no Agrup. de Escolas de Santo António dos Cavaleiros.
É gratuito!!!
Inscreve-te!

Acesse ao endereço abaixo:

http://www.youtube.com/watch?v=awqL2wCzFkk

SINAIS DE ALERTA


A percepção, a consciência fonológica e a relação que estas têm com os métodos de alfabetização estão agora a ter uma maior ênfase por parte dos investigadores que trabalham nesta área.
As crianças disléxicas apresentam algumas características iguais a outras crianças que não revelam esta perturbação, no entanto nas primeiras as manifestações de duração e frequência são mais intensas.
É importante ter atenção aos “sinais” que vão surgindo durante a vida de um disléxico.

Primeira Etapa do Desenvolvimento:
Desenvolvimento normal ou pequenos desvios;
Hiperactividade / Dificuldades de Atenção;
Linguagem pouco inteligível;
Problemas subtis na linguagem (articulação, pronúncia).

Pré-Escola:
Dificuldades na linguagem receptiva / expressiva;
Dificuldades ao nível da motricidade e da organização;
Dificuldades na direccionalidade e sequenciação (tempo / espaço);
Dificuldades nas actividades pré-gráficas (omissão de sons e deformação das palavras);
Problemas comportamentais.

Entrada na Escola:
Omissões, substituições, distorções, adições de palavras ou partes de palavras;
Lentidão na leitura, falsos inícios, vacilação, perda de linha;
Inversões de palavras, frases e/ou de letras;
Dificuldade em recordar o que lê;
Recurso ao conhecimento geral para responder a questões.



2º / 3º Ciclos e Secundária:
Melhora ligeiramente a capacidade de leitura;
Dificuldade em compreender o que lê;
Não gosta de ler;
Não se recorda dos conhecimentos transmitidos nas várias disciplinas;
Pouco interesse pelo estudo;
Discriminado pelos outros;




Na dislexia, a leitura, escrita e ortografia estão associadas às dificuldades fonológicas, de percepção auditiva e de processamento auditivo, visuais e de processamento visual, de coordenação motora, memória verbal de curto prazo e problemas de sequencialização. Esta perturbação tem sido associada ao termo disortografia que significa dificuldade na escrita e que por sua vez está relacionado com os erros ortográficos (inversões de palavras, adição ou omissão de sílabas ou letras) confusão entre letras com grafias semelhantes, união de palavras, erros relacionados com regras de ortografia e caligrafia imperceptível.


Esteja atento!

A dislexia


A dislexia é uma perturbação no processo da aprendizagem da leitura e escrita. É pertinente termos conhecimento de como se processa o desenvolvimento da linguagem oral e escrita para compreendermos esta perturbação.
Durante o seu desenvolvimento, a criança sofre uma série de mudanças aos vários níveis que lhe permitem evoluir na relação consigo e com os outros. Assim, liberta-se do seu egocentrismo e dualismo inicial, promovendo progressivamente relações recíprocas através de um código, nomeadamente a linguagem. Esta permite que a criança entre em interacção com o meio envolvente recebendo e exercendo influências nos vários contextos que vivencia. O desenvolvimento da linguagem processa-se de modo interno e externo: na linguagem interna o pensamento se converte em linguagem e externamente a linguagem se converte em pensamento.

Para compreender a problemática da dislexia é fulcral saber como se processa a aquisição da linguagem oral e escrita nas diversas etapas do desenvolvimento infantil e que obedece às seguintes etapas:
2/3 Meses: Surge o palrar e a imitação de sons;
8/15 Meses: Aparecem os primeiros significantes;
18/20 Meses: Criança utiliza a palavra-frase, onde objecto e acção se
confundem;
2º Ano: Aparecem as primeiras frases que aumentam bruscamente
em quantidade e qualidade;
3/4 Anos: Analisa a linguagem falada;
4/5 Anos: Descobre as sílabas na linguagem falada;
5/6 Anos: Descobre os sons nas palavras (desenvolve a consciência
fonológica);
6/7 Anos: Aprende o alfabeto;
7/8 Anos: Desenvolve a precisão e a fluidez na leitura
(automatização, não adquirida pela criança disléxica);
8/9 Anos: Desenvolve-se a motivação para a leitura.


Durante o processo da aquisição da leitura a criança associa o símbolo gráfico (grafema) a um símbolo auditivo (fonema), através da visão, dando-lhe um significado. Portanto, “Ler envolve mover-se por entre símbolos através de uma dupla tradução: correspondência entre código escrito e código oral, relacionando-os com as ideias que lhes correspondem, ou seja, ler é compreender as mensagens escritas nos sinais.”


Aprenda a identificar os sinais primeiros sinais da Dislexia!

domingo, 3 de janeiro de 2010

SEMINÁRIO SOBRE DISLEXIA - MÉTODO FONOMÍMICO

INSCREVA-SE!

O que é DISLEXIA?

DISLEXIA
(do grego) dus= difícil, dificuldade; lexis=palavra)

“Uma desordem que se manifesta pela dificuldade de aprender a ler, apesar da instrução ser a convencional, a inteligência normal e das oportunidades socioculturais. Depende dos distúrbios cognitivos fundamentais que são, frequentemente de origem constitucional.” (Federação Mundial de Neurologia, 1968)

A Dislexia é um dos vários problemas de aprendizagem que atinge de 10% a 15% da população mundial, segundo pesquisas realizadas em vários países.

Algumas pessoas têm uma predisposição hereditária para esse transtorno. Concluiu-se que, não se trata do resultado de má alfabetização, desatenção, desmotivação, condição sócio económica ou baixa inteligência. Ao contrário, normalmente o Q.I. de uma pessoa disléxica varia de médio a alto.

Testemunho da mãe de um disléxico



Toda a gente na nossa família sabia que a Maria Catarina era inteligente. Ela nunca foi muito boa na escola porque era muito brincalhona, fazia rir os colegas para desviar a atenção da professora.
A minha Maria Catarina desenvolveu-se como os outros meninos da sua idade, só que era um bocadinho mais lenta a falar do que o irmão.
A minha menina é muito boa actriz porque conseguia enganar toda a gente. Ninguém percebia que ela não sabia ler.
A Maria percebeu logo que era diferente dos colegas, porque todos percebiam o que professora escrevia, menos ela.
A letrinha dela era muito feia, mas há tantos meninos com a letra feia…
E… ler para a minha filha? Sempre foi uma tortura coitadinha, pensou que era burra. Ir à escola para ela era uma frustração.
Ela sabia que havia turmas para meninos especiais, meninos que não conseguiam aprender bem e ela não queria ir para lá.
Para sobreviver, a minha filha fartou-se de trabalhar, mas coitadinha…não percebia o que é que se passava com ela. Então tornou-se especialista em esconder o seu problema.
Brincava com os professores para estes lhe dizerem as respostas certas, fazendo-os pensar que se tinha esquecido naquele momento.
Dava coisas aos colegas, cromos e doces, deixava-os brincar com a sua Nintendo para eles a deixarem copiar os trabalhos de casa e os testes.
A minha Catarininha escondia a cabeça sempre que a professora pedia uma leitura, para que os seus olhos não se cruzassem.
Quando tinha de ler a Maria Catarina ouvia com atenção o que os colegas liam e memorizava, até ser chamada a ler alguma coisa que não conhecia…A minha filha tem dificuldades na leitura e na escrita e eu tento ajudar, mas…
A minha menina não é burra até é bastante inteligente, ela já fez testes!
Todos os problemas da Maria Catarina na escola são por causa da dislexia .

Testemunho de um disléxico - Whoopi Goldberg

"Sou uma disléxica típica. Para quem não sabe, dislexia é uma dificuldade na leitura, que faz com que a pessoa não consiga assimilar facilmente a relação entre o que está escrito (símbolos gráficos) e o que é falado (fonemas). Hoje, aos 41 anos, aprendi a conviver bem com isso, mas não foi sempre assim. Quando eu era criança, o diagnóstico era quase inexistente, e meu processo de alfabetização foi difícil. Eu era a aluna problema, desafiadora. Rasgava as provas na cara dos professores, brigava com todos os colegas, era a ferinha de todas as escolas pelas quais passei. Até porque eu era sempre a mais velha da turma, já que repeti de ano três vezes. Hoje, luto junto à Associação de Pais e Amigos de Disléxicos (APAD), onde sou uma das directoras, para que crianças disléxicas não sejam mais chamadas de preguiçosas ou, muito menos, de burras.” Woopi Goldberg